Um novo estudo sobre a demografia da enfermagem no Brasil revela um cenário preocupante para a categoria. A pesquisa, conduzida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Saúde Coletiva (CEPESC) com apoio do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), apresenta um amplo levantamento sobre os profissionais que compõem a maior força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os dados indicam que a enfermagem é formada majoritariamente por mulheres e pessoas negras, com níveis crescentes de qualificação. Apesar disso, muitos profissionais enfrentam baixos salários e a necessidade de manter múltiplos vínculos empregatícios para garantir renda.

Segundo especialistas envolvidos no estudo, essa realidade tem impacto direto na qualidade de vida e na saúde desses trabalhadores, já que a sobrecarga de trabalho reduz o tempo de descanso e aumenta os riscos de adoecimento. O levantamento reforça a importância de ampliar investimentos públicos no SUS e de melhorar as condições de trabalho da categoria.

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